Educação

Drogas, evasão e falta de luz e água são marcas da pior escola do Enem em SP

"É zoado." É assim que um professor resume a escola Adelaide Rosa Fernandes Machado de Souza, que teve o pior desempenho no ano passado entre as estaduais da capital paulista no Enem.

Ali, no distrito do Grajaú, na zona sul de São Paulo, onde 47% da população só estudou até o ensino fundamental, segundo a última pesquisa DNA Paulistano, é comum o uso de drogas entre os alunos e o índice de evasão é alto, dizem os professores.

Escola líder do Enem em São Paulo tem verba de banco e professor extra

A escola estadual da capital paulista com melhor nota no Enem 2016 fica em uma área nobre da cidade. As salas de aula dão para uma praça arborizada e ficam a oito minutos de distância a pé da estação Sumaré do metrô, na zona oeste. No entorno, seguranças particulares circulam pelas ruas onde só há casas de alto padrão.

O colégio Professor Antônio Alves Cruz acumulou as melhores notas no exame nacional do ano passado entre todos os estabelecimentos da rede estadual na cidade.

Estado de SP tem 30% das escolas abaixo da média nacional no Enem

Três em cada dez escolas ligadas à Secretaria de Educação do governo Geraldo Alckmin (PSDB) não conseguiram superar a média nacional da redes estaduais do país na edição de 2016 do Enem. A rede escolar do Estado mais rico do país é superada por outros cinco Estados.

O governo federal deixou de apresentar os resultados do exame por escola neste ano. A Folha então acessou os dados divulgados pelo MEC (Ministério da Educação) e tabulou os resultados.

Escolas separam melhores alunos e 'criam resultados' no Enem

Motivo de críticas em divulgações anteriores dos dados do Enem por escola, unidades com poucos alunos no 3º ano, e cujas aulas ocorrem dentro de unidades maiores, registram as maiores médias também no exame de 2016.

Os resultados segregados deste ano foram levantados pela Folha a partir da tabulação dos dados brutos fornecidos pelo MEC (Ministério da Educação).

Secretaria de Educação prioriza vagas em creches no Orçamento

KÁTIA KAZEDANI, DA REDAÇÃO - CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO

O secretário-adjunto municipal de Educação, Daniel Funcia de Bonis, disse nesta segunda-feira (6/11) que uma das prioridades na Proposta de Lei Orçamentária 2018 (PL 686/2017) – que estima as receitas e fixa as despesas da capital paulista para o próximo ano – para a Pasta é a ampliação de vagas nos CEIs (Centros de Educação Infantil). 

SP tem quase 2 professores agredidos ao dia; ataque vai de soco a cadeirada

ANGELA PINHO E DANIEL MARIANI - FOLHA DE S. PAULO

A cada dia, em média, quase dois professores são agredidos em seus locais de trabalho no Estado de São Paulo, mostram dados de registros policiais obtidos pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação.

O número leva em conta as 178 queixas de educadores em delegacias no primeiro semestre deste ano em datas do calendário escolar (dias úteis do período de fevereiro a junho).

SP firma acordo para aumentar vagas em creche; meta para 2017 é reduzida

Gestão João Doria (PSDB) assinou compromisso na Justiça para criar 85 mil matrículas até o fim do mandato; com restrições financeiras, Prefeitura diminuiu de 43 mil para 30 mil previsão de novas vagas para crianças de 0 a 3 anos neste ano.

Alfabetização de alunos será avaliada na capital paulista

Secretaria Municipal de Educação fará prova anual com estudantes do 2º ano para medir desempenho em Português e Matemática

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

A Prefeitura de São Paulo vai avaliar, anualmente, o nível de alfabetização dos estudantes da rede pública municipal. A prova será aplicada para os estudantes do 2.º ano do ensino fundamental, a partir do segundo semestre deste ano, e terá como objetivo medir o desempenho dos alunos em Língua Portuguesa (leitura e escrita) e Matemática.

Educação tem 53% das obras federais paradas

De 14,5 mil projetos na fila, 6.874 estão em execução; ministro admite que compromissos ultrapassam R$ 10 bi e devem demandar até 7 anos.

Mais da metade das obras relacionadas a equipamentos educacionais bancados pelo governo federal está parada no País ou ainda nem teve início. São novos prédios escolares e reformas que estão atrasadas, em alguns casos, em mais de três anos.