Governo não consegue acompanhar andamento de obras associadas a evento. Cidades-sede admitem organizar jogos com a infraestrutura atual e recorrer a feriados para minimizar problemas
MARIANA BARBOSA
RODRIGO MATTOS
DE SÃO PAULO
Quase quatro anos após o Brasil ser escolhido como sede da Copa de 2014, o governo perdeu o controle do andamento das obras ligadas ao evento e pôs em risco o legado de infraestrutura que ele poderia deixar para o país.
A preocupação com a transparência dos gastos para a realização da Copa do Mundo de 2014 é demonstrada por diferentes órgãos federais. Os últimos relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) voltados para o evento, bem como o discurso do ministro-chefe da Corregedoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, proferido na cerimônia de abertura da Câmara Temática de Transparência da Copa, criticam a falta de dados para atualização da Matriz de Responsabilidade.