Paulistano dá nota média 4,8 para qualidade de vida em São Paulo

 
 

 

A população de São Paulo está insatisfeita com o bem-estar na cidade – numa escala de 1 a 10, os paulistanos avaliam sua qualidade de vida com uma média de 4,8. Essa insatisfação geral se reflete em outros dados importantes: 87% das pessoas consideram São Paulo um lugar inseguro para se viver e, se pudessem, 57% sairiam da cidade. Há também uma tendência crescente na percepção de que as Igrejas e o Governo Federal são as instituições que mais contribuem para melhorar a qualidade de vida dos moradores da capital paulista, mas o mesmo não acontece com o Poder Público local – Prefeitura, Câmara Municipal, subprefeituras e conselhos municipais.

Essas são algumas das conclusões da pesquisa que o Movimento Nossa São Paulo encomendou ao Ibope e lança hoje (19/1), em comemoração ao aniversário da cidade - confira a apresentação resumida e a completa. Foram entrevistadas 1.512 pessoas entre os dias 2 e 16 de dezembro do ano passado.

A pesquisa inclui a avaliação da qualidade dos serviços públicos, o grau de confiança nas instituições, a percepção da população sobre a segurança na cidade, os principais medos dos paulistanos, além de diversos outros aspectos. E entre os principais resultados da pesquisa Nossa São Paulo / Ibope 2010 estão:

- 45% dos entrevistados disseram que sua qualidade de vida ficou estável no último ano; 29% disseram que melhorou um pouco e 13%, que melhorou muito;

- 57% afirmaram que, caso pudessem, sairiam de São Paulo e 41% não pretendem mudar de cidade. Na pesquisa anterior, 53% não mudariam da capital paulista e 46% tinham intenção de viver em outro lugar;

- 12% das pessoas consideram São Paulo um lugar seguro ou muito seguro para se viver. Para 87%, a cidade é insegura ou muito insegura.

- O percentual de pessoas que afirmaram ter como principal medo na cidade os alagamentos passou de 6% em 2009 para 28% neste ano. Também aumentaram os medos de: assalto/roubo (57% para 65%); sair à noite (17% para 26%); trânsito (16% para 18%); atropelamentos (7% para13%); torcidas de futebol (6% para 11%) e dirigir (2% para 5%).

- Na avaliação dos serviços de saúde pública, os entrevistados que utilizam o sistema relataram sobre o acesso aos procedimentos mais comuns. O tempo médio para realização de consultas ficou em 65 dias (38% levam de 1 a 3 meses); para exames ficou e 77 dias (36% levam de 1 a 3 meses) e, para cirurgias e procedimentos mais complexos, 162 dias (21% levam mais de 1 ano para serem atendidos).

- Em relação a 2009, cai significativamente a avaliação das principais instâncias do poder público municipal. Diminuíram de 46% para 28% os que consideram a atual administração da Prefeitura “ótima/boa”. Os que avaliaram como “ruim/péssima” passaram de 12% para 26%. A Câmara Municipal teve queda de 23% para 12% na avaliação “ótima/boa” e aumento de 26% para 50% na avaliação “ruim/péssima”. As subprefeituras também registraram piora na avaliação “ótima/boa” (de 40% para 25%) e aumento nas respostas “ruim/péssima” (de 13% para 26%).

- Os bombeiros continuam como a instituição mais confiável, na opinião dos entrevistados. 94% dizem confiar na corporação. E a Câmara Municipal também continua em último lugar no ranking – 74% dizem não confiar na instituição.

- Já a Igreja e o Governo federal são as instituições que mais contribuem para a qualidade de vida da população, com 17% e 11% das respostas, respectivamente. A Prefeitura ficou em terceiro lugar, com 11%.

A grande novidade da pesquisa Nossa São Paulo/Ibope neste ano é ainda o grau de satisfação da população sobre os indicadores de bem-estar levantados durante a fase de consulta pública do IRBEM (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município), realizada entre junho e outubro de 2009. Mais de 36 mil pessoas participaram deste processo e apontaram os itens mais importantes para a qualidade de vida no município. Em dezembro, o Ibope foi às ruas e perguntou sobre o grau de satisfação da população em 170 itens.

A nota média geral para a qualidade de vida na cidade ficou em 4,8. E as notas médias para cada um dos temas, em ordem decrescente:

Relações Humanas – 6,5
Religião e Espiritualidade – 6,3
Trabalho – 6,2
Tecnologia da Informação – 6,0
Sexualidade – 5,4
Relação com animais – 5,2
Consumo – 5,2
Aparência / estética da cidade – 5,1
Saúde – 5,1
Educação – 5,0
Lazer e modo de vida – 4,7
Habitação – 4,7
Valores pessoais e sociais – 4,6
Juventude – 4,6
Meio Ambiente – 4,6
Terceira Idade – 4,4
Segurança – 4,3
Esporte – 4,3
Infância e adolescência – 4,3
Cultura – 4,2
Acessibilidade para pessoas com deficiência – 4,2
Transporte / trânsito (mobilidade) – 4,0
Assistência Social – 3,9
Desigualdade Social – 3,9
Transparência e Participação Política – 3,3

Os resultados mostram um maior nível de satisfação com aspectos relacionados à vida privada dos cidadãos, como os relacionamentos pessoais e familiares. Mas apontam a insatisfação dos paulistanos no que diz respeito aos aspectos que dizem respeito à vida em comum na cidade, como as condições ambientais e a relação dos cidadãos com o poder público municipal.

Confira a apresentação da pesquisa resumida
Veja a pesquisa completa
Confira a repercussão na mídia sobre o IRBEM


Veja mais Notícias