"Casa do futuro" - Folha de S.Paulo

 
 

 

Eles aboliram o uso de energia elétrica do chuveiro, graças a um sistema de aquecimento solar no telhado.

Construíram um andar com madeira de demolição. Fazem captação de água da chuva para usar o mínimo possível do fornecimento da Sabesp.

Tudo na "morada da floresta" quer ser sustentável. Localizada na rua Diogo do Couto, no Jardim Bonfiglioli, a casa onde Eduardo Bermejo, 26, da ONG Semente da Paz, e mais seis pessoas vivem é uma incubadora de propostas para evitar o desperdício. "Tudo o que a gente implementa na morada tentamos difundir", diz Eduardo.

Também fazem parte do cenário um sistema de captação de água da chuva para regar as plantas e lavar o quintal; clarabóias de vidro reciclado, para melhor uso da iluminação natural; e a "minhocasa", composteira para tratamento do lixo orgânico, com o uso de minhocas.

"É importante pensar sempre o caminho percorrido pelas coisas que se consome", afirma a venezuelana Eymar Yepez, 30, namorada de Eduardo. Radical, ela trocou os absorventes higiênicos por tampões de tecido. "Não usamos os descartáveis", diz ela, grávida de cinco meses.

Entre as atividades da casa, estão cursos sobre "permacultura", método para planejar, atualizar e manter sistemas ambientalmente sustentáveis e viáveis. Vistos com estranhamento na rua, os habitantes da "casa do futuro" começam a conquistar adeptos com a venda de alimentos orgânicos.

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