"Haddad rebate Serra por questionar sua experiência" - Folha de S.Paulo

 
 

LUIZA BANDEIRA
DE SÃO PAULO

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira (22) que seu adversário, José Serra (PSDB), mentiu no passado ou mente agora ao questionar sua experiência administrativa.

O tucano vem questionando a experiência administrativa do rival e adotou como um dos motes de sua campanha no segundo turno a frase "Haddad, ele não está preparado".

Em evento em que recebeu apoio de esportistas, Haddad disse que tem a mesma experiência administrativa que Serra tinha em 2002, quando concorreu à Presidência. Por isso, afirmou, ele não deveria questionar seu preparo nesta campanha.

O petista disse que trabalhou na Secretaria de Finanças na gestão Marta Suplicy e que foi ministro da Educação nos governos Lula e Dilma. Em 2002, afirmou, Serra havia sido secretário da gestão Franco Montoro e ministro da Saúde.

"E [em 2002] ninguém, nenhum de nós, fez esse tipo de acusação [de falta de preparo] a ele. Ao contrário, ele que fazia essa acusação ao Lula. Quando que ele estava mentindo, quando foi candidato a presidente ou agora? Porque tenho exatamente a mesmo experiência administrativa que ele tinha em 2002. E concorreu à Presidência da República, eu estou concorrendo à prefeitura", disse.

"Dá a impressão que ele conta com o fato de que as pessoas vão esquecer. Em 2002 ele provavelmente estava... ou ele estava vendendo uma coisa que ele não ia entregar, ou ele está mentindo agora a respeito da nossa capacidade de gerir bem a cidade de São Paulo", completou.

No evento, Haddad recebeu o apoio do presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, do presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, e do diretor de seleções da CBF e ex-presidente do Corinthians Andres Sanchez.

O candidato derrotado a vereador Luciano Gama (PSDB) também declarou apoio a Haddad. Ele anunciou sua desfiliação ao PSDB durante o ato.

LULA

Mais cedo, após participar de debate da Rede Nossa São Paulo, o candidato do PT disse que não considera uma contradição o fato de o ex-presidente Lula ter atacado o "novo" e defendido a "experiência" durante ato em Diadema. A campanha de Haddad o apresenta como "o homem novo".

"Não tenho procuração para interpretar o que o presidente disse e nem li o contexto, mas vou falar do meu pensamento. A cada quatro anos você tem uma eleição. Quando uma administração não vai bem é uma possibilidade de trocar. Agora, quando uma administração vai bem, cabe a pergunta: não é o caso, se o governo é bem avaliado, de que as coisas se mantenham? Democracia na minha opinião é para isso que serve.

Ele disse também que o Serra joga na desinformação ao questionar suas propostas e dizer que ele acabaria com o Bilhete Único e com a parceria com as OSs (Organizações Sociais) na área da saúde. O petista voltou a dizer que manterá os convênios.


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