A mobilidade em nossa cidade chegou a uma situação insustentável. Nós cidadãos que moramos em São Paulo, que pagamos nossos impostos, exigimos uma mudança radical.
A insuficiência do transporte coletivo, a falta de uma política que privilegie e respeite o pedestre, o ciclista e o portador de deficiência física, assim como o excesso de automóveis têm prejudicado enormemente as nossas vidas.
É inaceitável perdemos 3, 4 ou até 6 horas por dia no trânsito, quando poderíamos estar com as nossas famílias, estudando, descansando, enfim, vivendo bem melhor este precioso tempo.
Não é justo que a nossa saúde e a de nossos filhos sejam prejudicadas. Milhares de pessoas morrem ou ficam feridas e doentes por causa de acidentes, da poluição e do estresse produzidos por milhões de veículos que transitam continuamente, diante da ineficiência do transporte coletivo, aumentando os congestionamentos e o tempo perdido dos cidadãos.
Esta situação toda não é normal e nos indignamos com este estado de coisas. Não podemos achar que “viver em grandes cidades é assim mesmo”, pois muitas cidades do mundo já têm soluções que privilegiam a qualidade de vida para todos e o espírito público e coletivo.
Os recursos públicos não podem ser usados para outros fins a não ser os que visem a melhoria da nossa qualidade de vida. Recursos existem, mas uma grande parcela deles acaba se perdendo no “ralo” da corrupção, das obras faraônicas e desnecessárias, ou, ainda, no pagamento de juros das dívidas públicas municipal, estadual e federal.
Os poucos recursos que restam vêm sendo mal utilizados, deixando de priorizar pedestres, ciclistas e o transporte público para serem aplicados na ampliação de obras viárias que não resolvem os problemas ou até mesmo pioram a caótica mobilidade urbana.
Chega de maus tratos – exigimos respeito como seres humanos e cidadãos que somos!
Precisamos de transportes coletivos rápidos, confortáveis e baratos. É necessária e urgente a solução destes problemas com investimentos maciços em linhas de Metrô, trens, corredores de ônibus de qualidade, ciclovias e campanhas por caronas solidárias. Também exigimos o cumprimento das leis vigentes de combate à poluição, como a Resolução CONAMA 315/2002, assim como medidas educativas e restritivas para desestimular a utilização do automóvel e para privilegiar o transporte coletivo e o pedestre, já que a cidade é para as pessoas!









