Vou incentivar projetos de comunidades protegidas em bairros residenciais.
Parte da cidade de São Paulo foi urbanizada pela Companhia City, instalada aqui no início dos anos 20 e responsável pela construção de bairros considerados "Comunidades Protegidas".
Como exemplo, temos City Butantã, City Lapa, City Boaçava, Jardins e Alto dos Pinheiros, entre outros. Essas comunidades protegidas deveriam virar bairros estritamente residenciais, com pequenos comércios próximos, onde a população usufruiria de qualidade de vida, utilizando caminhos dentro do próprio bairro para caminhar, fazer compras a pé e freqüentar praças.
E o que aconteceu, caros internautas? Com a falta de investimento público, especialmente no transporte coletivo sobre trilhos nos últimos 30 anos, o trânsito da nossa cidade foi ficando inviável.
A CET, no entanto, enxergou nestes bairros uma oportunidade para vascularizar o trânsito das artérias entupidas. Isto é, incentivou a ocupação dessas regiões residenciais para desviar o fluxo de carros
que ficavam em congestionamentos nas avenidas principais.
Isto desestimulou a prática da caminhada e passeios em praças, um vez que os próprios moradores passaram a usar carros para circular internamente nos seus bairros.
Eu defendo que na revisão do Plano Diretor, no próximo ano, possamos voltar a defender a idéia de comunidades protegidas, bairros estritamente residenciais, como forma de priorizar a qualidade de vida novamente, ao invés de priorizar o trânsito. Uma das soluções é adotar medidas de um plano conhecido como "Traffic Calming", que prevê:
1. Piso diferenciado;
2. Rotatórias;
3. Estreitamento da via;
4. Estreitamento da esquina;
5. Alteração de circulação com a finalidade de acesso (binários);
6. Ampliação de áreas verdes e áreas drenantes;
7. Faixa elevada para travessia de pedestres;
8. Deflexões horizontais.

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