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Vereadores querem ouvir consórcio que projetou novo túnel da Água Espraiada

 

Representantes das três empresas responsáveis pelo projeto viário da operação urbana foram convidados a falar à Comissão de Finanças e Orçamento no dia 1/9

Airton Goes airton@isps.org.br

A Operação Urbana Água Espraiada continua sendo motivo de atenção dos vereadores paulistanos. Esta semana, foi oficializado o convite para que representantes do consórcio formado pela empresas Plansevi, Engevix e Themag compareçam à Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal, no dia 1º de setembro, às 11 horas, para explicar o novo projeto que elaborou para o sistema viário da Operação Urbana Água Espraiada.

O consórcio foi contratado pela Prefeitura de São Paulo para fazer o projeto executivo do prolongamento da Avenida Roberto Marinho, entre a Avenida Dr. Lino de Moraes até a Rodovia dos Imigrantes, na região do Jabaquara – Zona Sul da cidade. Já se sabe que a proposta inclui a construção de um túnel de 2.400 metros, mas os vereadores querem mais detalhes.

“Queremos saber qual o impacto da obra e quais as áreas que terão de ser desapropriadas”, antecipa o vereador Donato (PT), autor do requerimento que solicitou os esclarecimentos do consórcio. Ele lembra que a proposta de intervenção urbana naquela região já mudou três vezes. “A lei que autorizou a operação previa um túnel de apenas 400 metros. Depois, fizeram um projeto com um túnel maior do lado direito do Córrego Água Espraiada. Agora, a proposta é fazer um túnel de 2.400 metros do lado esquerdo do córrego”, relata.

Segundo o parlamentar, no projeto original não haveria a desapropriação de moradias de classe media, só de famílias que vivem nas comunidades locais (favelas). Com a segunda proposta, cerca de mil proprietários destes imóveis de maior valor seriam atingidos. “Neste novo projeto, a estimativa é que duas mil famílias [de classe média] serão desapropriadas”, avalia. Outras oito mil famílias que vivem em favelas seriam deslocadas para conjuntos habitacionais a serem construídos na própria região, conforme informações da Prefeitura.

Donato estranha o fato de a cada nova proposta aumentar o número de imóveis de valores mais significativos a serem atingidos. “Normalmente uma obra pública procura reduzir a quantidade de desapropriações necessárias, até para não aumentar o seu custo, mas com esta acontece o contrário. Ninguém consegue explicar isto”, critica.

O vereador explica que o convite da Comissão de Finanças e Orçamento não tem força para obrigar os representantes do consórcio a comparecer, mas que as empresas que prestam serviços ao poder público geralmente atendem à solicitação. “Nossa expectativa é que eles venham na próxima quarta prestar os esclarecimentos.”

Contrato para elaboração do projeto viário da Operação Urbana é de R$ 35,2 milhões

O requerimento de solicitação de esclarecimentos ao consórcio, que foi aprovado por unanimidade pela comissão, informa que o contrato entre a Prefeitura e o grupo de empresas – para elaboração do novo projeto viário da Operação Urbana Água Espraiada – foi assinado em janeiro deste ano. O valor do serviço, segundo o documento, é de R$ 35,2 milhões.

A assessoria do vereador Donato acrescenta que a operação urbana inclui ainda outro projeto, o do parque linear que a administração municipal pretende implantar na região do Jabaquara. De acordo com os dados, o Consórcio Themag, Cobrape, Geotec e Paulo Bastos é o responsável pela confecção do projeto executivo do parque e o contrato de prestação de serviço atinge o valor de R$ 21,8 milhões.

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