Nossa São Paulo na Câmara

Fale com os vereadores de São Paulo

Agenda de eventos da Câmara

Audiências públicas da Câmara

 
 
Vereadores instalam comissões permanentes da Câmara Municipal de São Paulo

 

Carlos Apolinário deixa a presidência da Comissão de Política Urbana e é substituído por Domingos Dissei, dono de uma construtora 

A Câmara Municipal de São Paulo instalou nesta quarta-feira (10/2) as sete comissões permanentes existentes na Casa, com algumas alterações em relação aos nomes dos integrantes do ano passado. Entre as mudanças mais significativas está a saída de Carlos Apolinário da Comissão de Política Urbana. O líder do DEM deixou a presidência do órgão, de onde dirigiu as audiências públicas realizadas em 2009 sobre o projeto de revisão do Plano Diretor Estratégico da cidade, para integrar a Comissão de Administração Pública. O posto de presidente da Comissão de Política Urbana foi ocupado pelo vereador Domingos Dissei (DEM), que é dono de uma construtora, a Dissei Engenharia.

Apolinário já antecipara sua saída da Comissão de Política Urbana durante a sessão de terça-feira (9/2), quando foi à tribuna se despedir do órgão, com um balanço sobre a tramitação do projeto de revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE) do município na comissão. No discurso, ele destacou as quarenta audiências públicas realizadas pela comissão em toda a cidade, argumentando que “fez o melhor possível”. O vereador, entretanto, demonstrou que não acredita na votação do PDE este ano, como gostaria que ocorresse. “Não sinto vontade por parte da Câmara Municipal de São Paulo em votar o Plano Diretor”, afirmou.

Para o líder do DEM, o Executivo, que é autor do projeto de revisão, também não mostra interesse em votar o novo texto. “Cabe ao prefeito também demonstrar vontade, porque o Plano Diretor é votado na Câmara Municipal, mas é aplicado pelo Executivo.” Segundo Apolinário, a Casa não votará o PDE sem a participação do Executivo. Ele concluiu, dando sua missão por cumprida e jogando a responsabilidade para o conjunto de vereadores. “Se a Câmara quiser votar o Plano Diretor este ano, que vote; se não quiser, não vote.”

O novo presidente da Comissão de Política Urbana, Domingos Dissei, também do (DEM), logo após ter seu nome referendado por todos os demais integrantes do órgão, informou que pretende exercer o cargo “com muita transparência”. Questionado se faria algo para impulsionar a votação do projeto de revisão do PDE, ele lembrou que a proposta já foi aprovada pela comissão no final do ano passado. “Agora depende das lideranças [dos partidos] e do plenário da Casa”, comentou. Para ser aprovado, o projeto precisa passar por duas votações em plenário com o apoio de 37 vereadores (maioria de 2/3 do Legislativo paulistano).

Além da Comissão de Política Urbana, os vereadores também instalaram as comissões de: Constituição, Justiça e Legislação Participativa; Finanças e Orçamento; Administração Pública; Trânsito, Transporte, Atividade Econômica, Turismo, Lazer e Gastronomia; Educação, Cultura e Esportes; e Saúde, Promoção Social, Trabalho, Idoso e Mulher.

Outra novidade foi a escolha de Roberto Tripoli (PV) para presidente da Comissão de Finanças e Orçamento. Ele substitui Wadih Mutran (PP), que presidiu o órgão nos últimos anos. O tucano Juscelino Gadelha irá dirigir a Comissão de Trânsito e Transporte, no lugar de Ricardo Teixeira, que é do mesmo partido. A presidência da Comissão de Educação, Cultura e Esportes ficou com Claudinho (PSDB) e a da Saúde coube ao vereador José Ferreira, o Zelão (PT). O único presidente que manteve o cargo foi Ítalo Cardoso (PT), que continua na direção da Comissão de Constituição e Justiça.

A escolha dos vereadores para ocupar as presidências das comissões permanentes cumpriu apenas um ritual formal da Casa, tendo em vista que já havia um acordo de bastidores entre as bancadas e todos os indicados foram eleitos por aclamação.

As duas comissões extraordinárias, a de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude e a de Direitos Humanos, Cidadania, Segurança Pública e Relações Internacionais, deverão ser instaladas nos próximos dias, pois ainda faltam indicações dos partidos políticos para suas composições.

Veja a composição das sete comissões permanentes da Câmara Municipal de São Paulo e os respectivos presidentes

Falha primeira tentativa de votar projetos na Câmara Municipal este ano

Após a instalação das comissões permanentes, os vereadores realizaram a primeira sessão extraordinária – aquela em que os projetos de lei podem ser debatidos e votados em plenário – do Legislativo paulistano em 2010. Na pauta estavam alguns projetos que não puderam ser votados no final do ano passado, entre os quais o que prevê a isenção do Imposto Sobre Serviços (ISS) para as atividades culturais na cidade, de autoria do Executivo, e o que a estabelece o IPTU progressivo para imóveis que não cumprem função social, do vereador Police Neto (PSDB), líder do prefeito na Câmara. Mesmo havendo certo consenso na Casa sobre as propostas a serem votadas, vereadores do bloco político conhecido como Centrão derrubaram a sessão, não registrando presença para dar quórum, o que impediu as votações.

O motivo para o boicote do grupo, segundo informações de bastidores, é o descontentamento de vereadores evangélicos em relação a algumas ações do prefeito, Gilberto Kassab, como o fechamento de um templo da Igreja Mundial do Poder de Deus na região do Brás. A prefeitura fechou o local, com o argumento de que a espaço não está regularizado e por questões de segurança. 

Os vereadores só votaram e aprovaram, por 31 votos favoráveis e uma abstenção, a prestação de contas de 2008 do Tribunal de Contas do Município, que é um órgão auxiliar da Casa.

REPORTAGEM: AIRTON GOES airton@isps.org.br

Outras Notícias da Câmara