Retratos da periferia: 'o coração de São Paulo bate na periferia'

Da mãe de 16 anos que participou da ocupação de uma escola à ex-faxineira que abriu uma boate: conheça cinco mulheres enfrentaram adversidades na periferia da cidade e fizeram a diferença

Por The Guardian 

A desigualdade em São Paulo, maior cidade da América Latina, faz-se notar principalmente na periferia, e com mais força ainda pelas mulheres. São elas que têm a menor renda e os maiores índices de gravidez na adolescência da cidade, e são vítimas de violência com maior frequência.

Ao mesmo tempo, as mulheres costumam ser líderes dessas comunidades mais desfavorecidas. De Paraisópolis a Cidade Tiradentes, elas emergem como ativistas, educadoras, empreendedoras e filantropas, trazendo melhorias para suas comunidades.

Em diferentes etapas da vida, estas cinco mulheres enfrentaram obstáculos semelhantes. Glória, de 16 anos e Talita, de 26, são estudantes que superaram dificuldades e hoje lutam por outras pessoas; Priscila, aos 27, é líder indígena e encabeçou uma mudança radical na forma de governo de sua tribo; Iris, de 47 anos, foi faxineira e hoje é empresária da noite; e Cléo, aos 60, descobriu que tinha o poder de transformar vidas através da música.

Elas contam suas histórias através dos repórteres do Énois, um curso de jornalismo para jovens da periferia de São Paulo. Líderes extemporâneas que nos deixam entrever partes ocultas do quebra-cabeças humano de São Paulo e como a cidade é influenciada pelas margens.

Confira aqui a reportagem completa publicada no jornal The Guardian