Cidade de SP tem 7,4 veículos para cada 10 habitantes, aponta levantamento da CET

Estudo afirma, ainda, que rodízio é mais respeitado de manhã do que à noite.

Por César Menezes, SP2 - portal G1

A cidade de São Paulo tem 7,4 veículos motorizados para cada 10 habitantes, segundo pesquisa da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). De acordo com o levantamento, a capital paulista tem 8,6 milhões de carros, motos, ônibus ou caminhões.

A frota tem aumentado nos últimos anos. Para cada 10 habitantes havia 7,2 veículos em 2016 e 7 em 2015.

O levantamento também abordou o comportamento dos motoristas e concluiu que eles respeitam mais o rodízio no período da manhã do que à tarde. Na volta para casa, 14% dos motoristas ignoram a restrição.

Rodízio

O rodízio foi criado há 20 anos e, desde então, a CET avalia a adesão do paulistano à regra de não circular com o carro no centro expandido uma vez por semana, nos horários de pico.

O último balanço, com dados de 2017, revela que a obediência é maior de manhã. Entre 7h e 10h, o índice de adesão foi de 91% na capital. Entre 17h e 20h, o índice cai para 86%.

Os números também variam de acordo com a região da cidade. O levantamento é feito pelos agentes de trânsito em cinco vias movimentadas:

- Avenida Cruzeiro do Sul;
- Avenida Eusébio Matoso;
- Avenida Santo Amaro;
- Rua Vergueiro;
- Avenida Alcântara Machado.

O melhor índice foi registrado na Avenida Alcântara Machado, no período da manhã, quando 94% dos motoristas respeitaram o rodízio. O pior índice foi verificado na Avenida Eusébio Matoso, à noite, quando 78% dos motoristas obedeceram a regra.

Em 2017 houve registro de quase 3 milhões de autuações. A multa de rodizio é de R$ 130 e quatro pontos da carteira.

Outros dados

A pesquisa da CET apontou também uma queda de quase 7% nos índices de congestionamento entre 2016 e 2017. A redução é pequena na avaliação da Rede Nossa São Paulo. Para a entidade, a solução seria a adoção de estratégias para reduzir a circulação de veículos.

“Duas coisas são centrais – primeiro, ampliar a oferta de transporte público e de modos ativos na cidade, como a ciclovia. E, do outro lado, criar políticas que desestimulem o paulistano a utilizar o carro, como ampliação do rodízio, das áreas de incidência do rodízio, e o tempo que ele é aplicado. São medidas que poderiam ser aplicadas desde já”, sugere Américo Sampaio, gestor de projetos da Rede Nossa São Paulo.

Matéria publicada no portal G1